O Deal em Imagens
O vendedor, os prédios que a Macklowe comprou (e perdeu), as torres regionais revendidas em dias e a sede de quem comprou tudo. Cada foto abaixo é um capítulo da mesma história: quem vendeu no topo e quem comprou o topo.
Clique para ampliar. Fotos sob licença livre (Wikimedia Commons, CC BY / CC BY-SA). As fotos dos prédios são registros atuais dos imóveis que integraram o portfólio EOP e os pacotes revendidos pela Blackstone em 2007.
O Deal — Dados Verificados
O alvo: Equity Office Properties
O leilão: 82 dias do anúncio ao fechamento
O flip: a Blackstone revende no ato
Linha do Tempo
O anúncio
19/11: EOP assina fusão com a Blackstone a US$ 48,50/ação (~US$ 36 bi) — já o maior LBO da história, superando o HCA (US$ 33 bi). Zell negocia break-up fee de apenas US$ 200 mi: a porta fica aberta para ofertas maiores.
O leilão
Zell manda o e-mail em versos a Steven Roth (Vornado); Roth responde com a oferta de US$ 52. A Blackstone sobe para US$ 54 (fee elevada para ~US$ 700 mi); a Vornado contra-ataca com US$ 56 — mas 45% em ações e com contingências.
Fechamento e flip no mesmo dia
Acionistas aprovam os US$ 55,50 all-cash (~US$ 39 bi). Fechamento em 9/2 — e, no mesmo dia, a Blackstone repassa 8 torres de Manhattan a Harry Macklowe por US$ 7 bi. Em 13/2, Portland vai para a Shorenstein por US$ 1,13 bi.
O desmonte continua
Beacon Capital leva Seattle + DC (~US$ 6,35 bi, abril); Maguire leva LA/Orange County (US$ 2,875 bi); Morgan Stanley leva San Francisco; Tishman Speyer leva Chicago. Em ~6 meses, ~2/3 do portfólio é revendido por ~US$ 30 bi. Duas semanas após o fechamento, o LBO da TXU (US$ 45 bi) rouba o recorde. Em agosto, o mercado de crédito congela.
A conta chega para quem comprou
Macklowe — que entrou com só US$ 50 mi de equity e US$ 7 bi de dívida de curtíssimo prazo (Deutsche Bank + Fortress) — não consegue refinanciar e perde as torres. Para sobreviver, vende o GM Building, sua joia da coroa. Maguire, o REIT de escritórios mais alavancado do mercado, entra em crise.
A confissão
No livro "Am I Being Too Subtle?", Zell explica: não foi previsão de crise, foi disciplina. A oferta era uma "Godfather offer" — nenhuma companhia aberta poderia recusar com responsabilidade. Preço acima do valor = venda obrigatória.
Mecanismo — Por Que Zell Vendeu (e Por Que a Blackstone Revendeu)
O leilão em versos
"Dear Stevie: Roses are red, violets are blue. I heard a rumor. Is it true? Love and kisses, Sam."
→ "Querido Stevie: rosas são vermelhas, violetas são azuis. Ouvi um boato. É verdade? Com amor e beijos, Sam."
— E-mail de Sam Zell a Steven Roth (Vornado), janeiro de 2007 · ABC News
"Roses are red, violets are blue. I love you Sam, our bid is 52."
→ "Rosas são vermelhas, violetas são azuis. Eu te amo, Sam, nossa oferta é 52."
— Resposta de Steven Roth · a contra-oferta de US$ 52/ação que detonou o leilão · ABC News
Por que o poema importa: não é folclore — é engenharia de leilão. Zell tinha assinado com a Blackstone com uma break-up fee deliberadamente baixa (US$ 200 mi em um deal de US$ 36 bi, ~0,6%) exatamente para não matar ofertas concorrentes. O e-mail a Roth foi o convite formal para o segundo lance. Cada rodada seguinte subiu o preço: US$ 48,50 → 52 → 54 → 56 → 55,50 final. O vendedor não torceu pelo comprador A ou B — construiu a estrutura em que os dois brigassem.
Por que US$ 55,50 ganhou de US$ 56: a oferta da Vornado era nominalmente maior, mas 45% em ações e com contingências de financiamento. A da Blackstone era 100% dinheiro, sem condição, com fechamento em dias. Zell precificou o risco de execução: certeza vale prêmio. Em topo de ciclo, um fechamento que atrasa três meses pode simplesmente não acontecer.
A filosofia por trás da venda
"I have always believed that every day you choose to hold an asset, you are also choosing to buy it."
→ "Sempre acreditei que todo dia em que você escolhe segurar um ativo, você também está escolhendo comprá-lo."
— Sam Zell · Am I Being Too Subtle? (2017)
"Replacement cost determined the price of future competition."
→ "O custo de reposição determina o preço da concorrência futura."
— Sam Zell · Am I Being Too Subtle? (2017) · o régua permanente de Zell para saber se um mercado está caro ou barato
1. O preço superou o valor — logo, a venda é obrigatória: a oferta representava prêmio de ~25% sobre o valor de mercado do REIT e quase o dobro do valor de um ano antes. Pela régua de Zell, quando o preço oferecido supera com folga o valor presente dos aluguéis e o custo de repor os prédios, o mercado está pagando por uma expectativa, não por um ativo. Ele chamou isso de "Godfather offer" — uma oferta que nenhum conselho de companhia aberta pode recusar sem trair o acionista. Não foi profecia da crise; foi aritmética com disciplina de execução.
2. Quem compra acima do custo de reposição compra concorrência: se pagam US$ 1.000/sq ft por um prédio que custa muito menos para construir, todo incorporador da cidade tem lucro garantido para erguer um rival ao lado. O comprador de topo de ciclo paga hoje o aluguel de amanhã E financia a oferta futura que vai derrubar esse aluguel. É por isso que preço muito acima da reposição é insustentável por definição.
3. A Blackstone sabia disso — e por isso revendeu no ato: Jon Gray montou o deal como arbitragem de "atacado para varejo": comprou o portfólio inteiro com desconto de escala (~US$ 390/sq ft) e revendeu os pedaços regionais a preços de euforia local — Manhattan saiu a ~US$ 1.000/sq ft para Macklowe. Cada venda abatia a dívida e reduzia o custo efetivo dos prédios retidos (para ~US$ 273/sq ft em 6 meses). A Blackstone não "acertou o mercado": ela transferiu o risco de preço para os compradores locais enquanto a janela de crédito ainda estava aberta.
4. A dívida barata era o combustível — e o veneno: o deal só existiu porque em 2006-2007 os bancos empacotavam qualquer hipoteca comercial em CMBS e vendiam adiante. Macklowe levou US$ 7 bi em prédios com US$ 50 mi de equity — alavancagem de ~99% — com dívida vencendo em 12 meses. Quando o mercado de CMBS congelou em agosto de 2007, o refinanciamento sumiu e o jogo acabou. O mesmo crédito que pagou o topo para Zell quebrou quem segurou o topo.
O contrafactual: o que aconteceu com quem segurou
Macklowe: perdeu as torres compradas da Blackstone para os credores no início de 2008 e ainda teve de vender o GM Building — comprado anos antes e dado em garantia — para liquidar a dívida pessoal garantida. De maior comprador de Manhattan a caso clássico de margem, em 12 meses.
Maguire: tornou-se o REIT de escritórios listado mais alavancado dos EUA após levar o pacote de LA/Orange County; o fundador deixou o comando em 2008 sob pressão, e a empresa passou anos devolvendo prédios a credores.
Vornado: perdeu o leilão — e foi salva por isso. Roth admitiu depois o alívio de não ter ganhado. Às vezes o melhor negócio é o que o rival leva.
Zell: recebeu ~US$ 39 bi no pico exato da liquidez. Meses depois, o crédito congelou; nos anos seguintes, valores de escritórios despencaram nos EUA. O timing não veio de bola de cristal — veio de ter um preço de venda pré-definido e coragem de executá-lo quando o mercado o superou.
Acertos e Erros
A síntese honesta do deal — de cada lado da mesa.
- Zell — preço pré-definido: quando a oferta superou valor + reposição, vendeu sem apego. 30 anos construindo, 82 dias vendendo.
- Zell — engenharia de leilão: break-up fee baixa (US$ 200 mi) manteve a porta aberta; o e-mail-poema convocou o segundo lance; cada rodada subiu US$ 1–2 bi.
- Zell — certeza > preço nominal: aceitou US$ 55,50 all-cash em vez de US$ 56 com ações e contingências. O deal fechou semanas antes de o crédito ruir.
- Blackstone — flip imediato: revendeu o risco de preço no ato ("atacado → varejo"), abateu dívida e reduziu o custo dos prédios retidos de ~US$ 390 para ~US$ 273/sq ft.
- Blackstone — reteve o que era escasso: segurou os troféus de Boston, West LA e Silicon Valley e vendeu os mercados secundários primeiro.
- Macklowe — alavancagem de ~99%: US$ 50 mi de equity para US$ 7 bi de compra, dívida de 12 meses. Sem tempo para due diligence. Perdeu tudo em um ano.
- Maguire — comprar no topo para crescer: virou o REIT mais alavancado do setor para ganhar escala em LA. A escala veio; a solvência foi embora.
- Compradores regionais em geral: pagaram preços recordes por sq ft financiados por CMBS de curto prazo — assumiram risco de refinanciamento no pior momento possível da história.
- Blackstone — não saiu ilesa: a parte retida atravessou 2008-2013 com valores deprimidos; o retorno excelente veio da velocidade das vendas de 2007, não do período de retenção.
- Zell — o contraponto Tribune: meses depois, aplicou parte da liquidez comprando o grupo de mídia Tribune, altamente alavancado — que faliu em 2008. A disciplina que funcionou no imobiliário não migrou para um setor que ele não dominava.
Aplicação — Como Usar no Brasil
Todo ativo da carteira deve ter, escrito e revisado, o preço que me faria vender hoje — ancorado em duas réguas objetivas: valor presente da renda e custo de reposição (terreno + construção + margem). Quando o mercado oferece muito acima dessas réguas, você não está vendendo um imóvel: está vendendo uma opção sobre a euforia dos outros — e opção sobre euforia se exerce, não se emoldura. A sacada da Távola (Zell + PC): quem só calcula "o preço que me faria comprar" enxerga metade do ciclo.
Frase causal: Quando o mercado paga bem acima do custo de reposição e do valor presente da renda [C], vender pelo leilão mais competitivo que você conseguir montar — priorizando certeza de fechamento sobre preço nominal [M] — converte a euforia alheia em lucro realizado antes que a própria euforia financie a oferta concorrente que derruba o preço [R].
Gêmeo brasileiro: o paralelo mais próximo é o mercado de lajes corporativas e o residencial vertical de alto padrão nas praças em euforia — onde o preço do m² novo já descolou do custo de reposição (CUB regional + terreno + margem de incorporação). O gatilho mensurável a monitorar: relação preço de venda/m² ÷ custo de reposição/m² acima de ~1,5–2x, combinada com aceleração de alvarás aprovados (a oferta futura sendo financiada pela euforia atual), queda na velocidade de vendas (IVV/Abrainc-Fipe) e alta de distratos. Quando os quatro sinais aparecem juntos, o case EOP diz: é hora de ser o Zell da mesa, não o Macklowe.
Critérios de decisão — checklist EOP
| Critério | O que fazer | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Preço vs. custo de reposição | Calcule para cada ativo: terreno + CUB + margem de incorporação. Se o mercado paga 1,5–2x isso, você está sendo pago pela euforia, não pelo tijolo. Recalcule a cada 6 meses. | Justificar o prêmio com "esse mercado é diferente" — foi exatamente o argumento de quem comprou os pedaços da EOP em 2007 |
| Preço de venda pré-definido | Todo ativo entra na carteira com dois números escritos: o preço que me faria comprar mais E o preço que me faria vender hoje. Decisão tomada a frio, executada a quente. | Ativo "que nunca venderia" — apego é passivo oculto; Zell segurou EOP 30 anos e vendeu em 82 dias quando o número chegou |
| Certeza de execução > preço nominal | Em topo de ciclo, aceite o comprador com recursos comprovados e sem condicionantes, mesmo que 1–2% mais barato. US$ 55,50 à vista venceu US$ 56 com ações. | Proposta maior cheia de condições suspensivas, permuta futura ou "sujeito a aprovação de funding" quando o ciclo já está esticado |
| Estrutura de leilão | Nunca negocie com um comprador só. Sinalize ao mercado que o ativo está em jogo (o "poema" de Zell); mantenha multas de saída baixas o bastante para não matar o segundo lance. | Exclusividade longa e gratuita para um único proponente — você entregou a opção de compra sem cobrar por ela |
| Quem é o comprador marginal? | Observe quem está pagando os recordes da sua praça: se é player alavancado, com dívida curta, comprando sem diligência — o topo está próximo. O comprador marginal define o ciclo. | Recordes de preço batidos por estreantes com 1% de equity e pressa — o perfil exato de Macklowe em fevereiro de 2007 |
| Depois de vender, disciplina | Liquidez realizada no topo só vale se não for reinvestida na mesma euforia. Espere o ciclo; o distressed chega para quem tem caixa (ver Case #06 — Blackstone 2010-2014). | Vender bem e recomprar caro em outro setor eufórico — foi o erro do próprio Zell com o Tribune meses depois |
Onde no Brasil esse mecanismo está ativo agora
Lajes corporativas premium (Faria Lima/Itaim, SP): a régua de Zell aplicada: compare o cap rate implícito das transações e dos FIIs de laje com a NTN-B longa e com o custo de repor a torre (terreno + obra). Quando o preço/m² transacionado supera com folga a reposição e o cap rate comprime abaixo do custo de capital, o case EOP diz que é mercado de vendedor — não de comprador.
Residencial vertical de luxo em praças eufóricas: em várias capitais e cidades litorâneas o m² de lançamento descolou do custo de reposição. Para o incorporador ou investidor com estoque nessas praças, o monitoramento é objetivo: alvarás aprovados acelerando (oferta futura), IVV caindo, distratos subindo, e compradores marginais cada vez mais alavancados. É o cenário para pré-definir preço de saída e testar leilão entre compradores — não para recomprar terreno a recorde.
Portfólios e SPEs inteiras, não unidades: a lição estrutural do flip da Blackstone: portfólio no atacado vale menos que a soma dos pedaços no varejo em mercado eufórico. Quem tem carteira (galpões, lojas de rua, multipropriedade, recebíveis) pode fazer o movimento inverso da Blackstone — comprar no atacado com desconto e revender por partes — apenas enquanto a janela de liquidez está aberta. A janela fecha rápido: agosto de 2007 levou semanas.
O que NÃO se aplica: vender por vender em mercado normal. O gatilho de Zell não é "o preço subiu" — é "o preço superou simultaneamente o valor presente da renda E o custo de reposição, com prêmio". Sem as duas réguas violadas, segurar continua sendo a escolha racional (e todo dia que você segura, você está comprando — faça essa compra conscientemente).
Siglas e Termos-Chave
Assistir Antes ou Durante o Estudo


Onde Estudar — Links Verificados
Fontes Primárias
- BlackstoneBlackstone — comunicado oficial da aquisição (19/nov/2006)US$ 48,50/ação · ~US$ 36 bi · 580 prédios · 108,6 mi sq ft · quote de Jon Gray — a fonte primária dos números do anúncio
- LivroSam Zell — Am I Being Too Subtle? (2017) — LEITURA ESSENCIALO capítulo "A Godfather Offer" conta a venda pela ótica do vendedor — a âncora teórica deste case
- ABC NewsABC News — Poetic Business Moguls Compete in Bidding War (2007)Registro contemporâneo dos poemas Zell–Roth e da guerra de lances — fonte dos versos citados
Análises do Deal
- Behind the DealsBehind the Deals — Parte 1: negociação e fechamento — LEITURA ESSENCIALA mecânica completa do leilão: fees, lances, financiamento de US$ 32 bi, equity de ~US$ 3,2 bi
- Behind the DealsBehind the Deals — Parte 2: o flip, a retenção e o resultado — LEITURA ESSENCIALComprador a comprador: Macklowe, Beacon, Shorenstein, Maguire, Tishman, Morgan Stanley — preços por sq ft e o balanço final
- Crain'sCrain's Chicago Business — 10 years later, Zell explains the perfect timing (2017)Zell revisita a decisão uma década depois — a defesa do "não foi previsão, foi disciplina"
- MastersInvestInvestment Masters Class — Learning from Sam ZellCompilação verificada das citações de Zell usadas neste case (replacement cost, liquidity, hold = buy)
- WhartonKnowledge at Wharton — Sam Zell: "It's All about Supply and Demand"Zell na própria voz sobre oferta, demanda e ciclos — contexto da filosofia por trás da venda
O Destino dos Compradores
- WikipediaHarry B. Macklowe — a compra de US$ 7 bi com US$ 50 mi de equityCronologia documentada da alavancagem, do vencimento em fev/2008 e da perda das torres e do GM Building
- Seattle TimesSeattle Times — Columbia Center: US$ 404 mi (1998) → US$ 621 mi (2007)O prédio-símbolo do pacote Seattle vendido à Beacon Capital — preço confirmado da revenda
- WikipediaEQ Office — histórico corporativo da antiga EOPFundação (1976), a venda de 2007, a lista dos 8 prédios do pacote Macklowe e o destino da plataforma
- HistóriaFundingUniverse — Equity Office Properties Trust: Company HistoryDo IPO de 1997 (~US$ 525 mi) à consolidação como maior proprietária de escritórios dos EUA
Status dos Principais Claims
| Afirmação | Status | Observação |
|---|---|---|
| Anúncio em 19/nov/2006 — US$ 48,50/ação, ~US$ 36 bi | ✓ VERIFICADO | Comunicado oficial da Blackstone |
| Portfólio: 580 prédios · 108,6 mi sq ft · 16 estados + DC | ✓ VERIFICADO | Comunicado oficial da Blackstone (19/nov/2006) |
| Maior LBO da história na época (superou HCA, US$ 33 bi) | ✓ VERIFICADO | Registro contemporâneo da imprensa; TXU (US$ 45 bi) tomou o posto semanas depois |
| Poemas Zell–Roth ("Roses are red…" / "our bid is 52") | ✓ VERIFICADO | ABC News, 2007 — registro contemporâneo do texto |
| Vornado: US$ 52, depois US$ 56 (parte em ações, com contingências) | ✓ VERIFICADO | Behind the Deals + imprensa da época; proporção cash/ações varia entre 55–60% conforme a fonte |
| Preço final US$ 55,50/ação all-cash · ~US$ 39 bi com dívida | ✓ VERIFICADO | Convergência de todas as fontes do case |
| Fechamento em 9/fev/2007; flip Macklowe no mesmo dia | ✓ VERIFICADO | Behind the Deals (partes 1 e 2) + Wikipedia EQ Office |
| Macklowe: US$ 50 mi de equity, dívida curta Deutsche Bank + Fortress, perdeu as torres em 2008 | ✓ VERIFICADO | Wikipedia Harry B. Macklowe + Fortune (2008) |
| Shorenstein — Portland, US$ 1,13 bi, 13/fev/2007 | ✓ VERIFICADO | 4 dias após o fechamento — Behind the Deals |
| Beacon Capital — Seattle + DC, ~US$ 6,35 bi; Columbia Center US$ 404 mi → US$ 621 mi | ✓ VERIFICADO | Seattle Times (preços do Columbia Center) + Behind the Deals |
| Maguire — LA/Orange County, US$ 2,875 bi | ✓ VERIFICADO | Form 8-K da Maguire Properties (SEC) + Behind the Deals |
| "Godfather offer" — conceito e capítulo do livro de Zell | ✓ VERIFICADO | Am I Being Too Subtle? (2017) — capítulo homônimo |
| Citações de Zell (hold = buy · replacement cost · liquidity equals value) | ✓ VERIFICADO | Compilação Investment Masters Class a partir do livro |
| EOP: fundada em 1976; IPO em jul/1997 (~US$ 525 mi) | ✓ VERIFICADO | Wikipedia EQ Office + FundingUniverse |
| Prêmio de ~25% sobre o valor de mercado do REIT | ✓ VERIFICADO | Citado em análises do deal (Crain's/resenhas do livro) |
| Break-up fee: US$ 200 mi inicial → ~US$ 700 mi na oferta final | ⚠ VARIAÇÃO DE FONTE | US$ 200 mi é consenso; o valor final aparece como US$ 500–720 mi conforme a fonte. Usar "~US$ 700 mi" com ressalva |
| ~2/3 do portfólio (~65 mi sq ft, ~US$ 30 bi) vendido em ~6 meses; custo retido US$ 390 → US$ 273/sq ft | ⚠ PARCIAL | Análise secundária (Behind the Deals); ordem de grandeza consistente entre fontes |
| Blackstone triplicou o equity (~US$ 7 bi de lucro até 2016) | ⚠ PARCIAL | Estimativa de análise secundária — não é número auditado divulgado pela Blackstone |
| Macklowe: "7 prédios por US$ 6,8 bi" vs "8 prédios por US$ 7 bi" | ⚠ VARIAÇÃO DE FONTE | Fontes dividem-se entre 7 e 8 torres / US$ 6,8–7 bi. Este case usa 8 · US$ 7 bi (lista nominal da Wikipedia EQ Office) |
| "A Blackstone revendeu metade do portfólio em semanas" | ✗ IMPRECISO — NÃO USAR | Pacotes saíram em 0–4 dias, mas o marco de ~2/3 levou ~6 meses. Corrigido em relação ao brief original |
| "A Blackstone sabia que pagou acima do custo de reposição" | ✗ NÃO VERIFICADO | Interpretação plausível, sem declaração primária da Blackstone. O documentado é a arbitragem atacado→varejo. Não citar como fato |
| "Escritórios dos EUA caíram 40% após 2007" | ✗ NÃO VERIFICADO | Percentuais variam por índice e janela; não usamos número específico de queda sem fonte primária |